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Aromaterapia

Jasmim cura o câncer? A verdade sobre o metil jasmonato

Fábián László
Sem Comentários
2 de julho de 2026
Leia em 14min
35 Viram
jasmin e cancer
EDITORA LASZLO

Jasmim cura o câncer? A verdade sobre o metil jasmonato

Por Fábián László Flégner

Há uma poesia real na forma como uma flor se defende. Quando uma lagarta morde a folha do jasmim, a planta não foge, não grita, não chama reforços. O que ela faz é químico: libera, em milissegundos, uma molécula-mensageira que percorre seus tecidos como um alarme, ativando genes de defesa e mobilizando o vegetal inteiro para sobreviver. Essa molécula é o metil jasmonato, abreviado MeJA, e o nome de toda a família — jasmonatos — nasceu justamente do jasmim, planta onde a substância foi isolada pela primeira vez.

É uma história bonita. O problema começa quando ela vira, nas redes sociais, a frase "o jasmim cura o câncer". Esse tipo de post viraliza rápido porque mistura três ingredientes poderosos: uma planta familiar, um número exagerado de tipos de câncer supostamente curados e a promessa de que a solução estava, o tempo todo, em algo natural e acessível. É uma esperança sedutora — e, por isso mesmo, merece ser checada com cuidado antes de circular ainda mais.

Entre o que o metil jasmonato realmente faz em laboratório e o que uma legenda de Instagram promete existe uma distância grande — e atravessá-la é o objetivo deste texto. Esta é a postagem que circula pela internet:

Post viral sobre metil jasmonato extraído do jasmim e células de leucemia
Post viral afirmando que o jasmim produz um hormônio de defesa contra o câncer
Post viral sobre testes do metil jasmonato em diferentes tipos de câncer
Post viral relacionando o uso histórico do jasmim à oncologia
Post viral sugerindo formas de uso do jasmim contra inflamação
Post viral sobre a concentração de metil jasmonato no jasmim
Print da postagem viral que atribui ao metil jasmonato do jasmim a cura do câncer — a origem do mito checado neste texto.
Leia também: já checamos outro mito recorrente da aromaterapia em Afinal, óleo de alecrim aumenta a pressão arterial?

O metil jasmonato tem efeito real sobre o câncer?

Comecemos pelo que é verdade. O metil jasmonato é uma oxilipina — um ácido graxo modificado pela planta em resposta a estresse — que funciona nos vegetais como hormônio de defesa, regulando o envelhecimento e o desenvolvimento dos tecidos. A expressão "hormônio de guerra", usada na postagem, é uma metáfora legítima para esse papel.

E há um fato genuinamente notável: em placas de laboratório, o metil jasmonato não age como veneno cego. Ele parece reconhecer a assinatura metabólica de células tumorais. Em 2002, o grupo de Eliezer Flescher, da Universidade de Tel Aviv, publicou na revista Leukemia a observação de que jasmonatos suprimiam a proliferação e induziam morte em células de leucemia humana, enquanto linfócitos e queratinócitos normais permaneciam praticamente intactos (FINGRUT; FLESCHER, 2002).

Essa seletividade — atacar a célula doente e poupar a sadia — foi o que tornou o metil jasmonato sedutor para a pesquisa oncológica. Mas vale examinar a data e o contexto com cuidado, porque é aí que mora o primeiro mal-entendido da postagem viral.

1962: o ano em que a internet confundiu perfumaria com oncologia

A postagem afirma que "em 1962 cientistas extraíram uma molécula do jasmim que mata células de leucemia". Essa frase funde duas histórias completamente distintas.

O ano de 1962 pertence à perfumaria, não à oncologia. Foi o químico suíço Édouard Demole, então na Firmenich, quem isolou o metil jasmonato do concreto de jasmim entre 1957 e 1959, publicando sua estrutura em 1962 (DEMOLE, 2011). Ele buscava decifrar o segredo do aroma do jasmim — a fração que nenhum perfumista conseguia reconstituir sinteticamente. A descoberta nada tinha a ver com câncer.

O interesse oncológico só nasceu quatro décadas depois, em 2002, com o trabalho de Flescher. Atribuir a descoberta anticâncer a 1962 é como dizer que o forno de micro-ondas foi inventado para esquentar pipoca em 1945: a data está certa, mas o propósito, não.

Quanto metil jasmonato existe de fato no jasmim?

Esta é uma das perguntas mais reveladoras, porque a resposta desinfla boa parte do mito. Primeiro, um esclarecimento técnico: o jasmim quase nunca produz "óleo essencial" no sentido clássico, destilado a vapor. O calor destruiria suas moléculas mais delicadas. O que se extrai com solvente é o óleo absoluto de jasmim — e é nele que o metil jasmonato aparece.

E aparece em quantidade modesta. Análises por cromatografia gasosa de absolutos reais de Jasminum grandiflorum mostram o metil jasmonato como componente minoritário, tipicamente entre 0,3% e 0,8% do absoluto (DEMOLE, 2011). O jasmim é a planta onde o metil jasmonato foi descoberto e batizado, não a planta onde ele é mais abundante. Jasmonatos são comuns em todo o reino vegetal: estão no tomate, no arroz, na Arabidopsis de laboratório. O jasmim tem importância histórica, não exclusividade química.

Essa raridade tem números concretos: produzir um quilo de óleo de jasmim exige colher milhões de flores, uma a uma, antes do amanhecer, para que o calor do sol não degrade seu aroma. É por isso que o absoluto de jasmim está entre as matérias-primas mais caras da perfumaria — e, ainda assim, o metil jasmonato responde por menos de 1% do que se extrai de cada lote.

Há também uma implicação prática decisiva. As concentrações que matam células tumorais em laboratório são imensas — da ordem de 0,5 a 2 milimolar, aplicadas diretamente sobre células isoladas em uma placa de Petri (CESARI et al., 2014). Nenhum chá de jasmim, nenhuma inalação de óleo essencial, nenhum extrato bebido entregaria essa concentração a um tumor dentro do corpo humano. Como já mostramos em segurança no uso dos óleos essenciais, a dose é o que decide se uma substância cura ou intoxica — e isso vale também para o metil jasmonato.

Como o metil jasmonato ataca a célula tumoral

Entender o mecanismo ajuda a separar o que é ciência do que é desejo disfarçado de dado. O alvo mais documentado do metil jasmonato é o metabolismo energético da célula tumoral, e especificamente a hexoquinase 2 (HK2) — uma enzima que, nas células cancerosas, funciona grudada à membrana da mitocôndria, empurrando açúcar para dentro da célula em ritmo acelerado. Células cancerosas vivem o chamado efeito Warburg: dependem pesadamente da glicólise e mantêm a HK2 ancorada ao canal VDAC1, uma espécie de porta de entrada da mitocôndria, como um motor que se recusa a desligar.

O metil jasmonato desprende essa hexoquinase do VDAC1 (FLESCHER, 2009). O resultado é uma cascata: a mitocôndria perde seu potencial de membrana, libera citocromo c — uma proteína que, fora do lugar, sinaliza à célula que é hora de morrer —, o ATP despenca, e a célula tumoral, privada de energia, morre por apoptose ou necrose.

Soma-se a isso a geração de espécies reativas de oxigênio (ROS), moléculas instáveis que danificam estruturas internas da célula, e a ativação de vias de estresse MAPK, um conjunto de sinalizadores que reforça o processo de morte celular. Em células de leucemia mieloide, o metil jasmonato também parece empurrar a célula cancerosa de volta a um estado mais diferenciado — mais parecido com uma célula madura e menos com uma célula tumoral descontrolada (FLESCHER, 2009). É um mecanismo real, descrito em detalhe em cultura de células e em camundongos (CESARI et al., 2014).

Um dado de laboratório reforça o potencial da molécula sem inflar as conclusões: combinado a um inibidor de glicólise e a quimioterápicos convencionais, o metil jasmonato produziu efeito citotóxico super-aditivo em várias linhagens de câncer (FLESCHER, 2009). Ou seja, o caminho mais provável para essa molécula não é substituir o tratamento oncológico — é, no máximo, potencializá-lo, sob supervisão médica e depois de muito mais pesquisa.

Existe estudo clínico em humanos? A pergunta que decide tudo

Esta é a questão central, e a resposta precisa ser dita sem rodeios: praticamente não. Depois de mais de duas décadas de entusiasmo em laboratório, existe um único estudo clínico publicado testando metil jasmonato contra lesões cancerosas em pessoas — e ele é pequeno.

Conduzido na Universidade de Modena, na Itália, e publicado em 2011, o estudo aplicou metil jasmonato topicamente sobre lesões cutâneas pré-cancerosas e cancerosas de oito pacientes (PALMIERI et al., 2011). Não houve efeitos colaterais relevantes. Três pacientes responderam: dois com recuperação completa, um com recidiva em três meses. Os próprios autores classificaram o trabalho como estudo-piloto e recomendaram uma série maior de pacientes para confirmar o achado.

Traduzindo: oito pessoas, sem grupo de controle, tratadas apenas na pele, há mais de uma década — e nenhum ensaio clínico randomizado de fase II ou III publicado desde então. O metil jasmonato não é um medicamento aprovado, não é administrado por via oral ou intravenosa contra tumores internos, e não tem eficácia comprovada em humanos para nenhum dos cânceres citados na postagem viral.

Tudo o que circula sobre “treze tipos de câncer” e “morte seletiva” vem de células em cultura e de camundongos — o estágio pré-clínico. É terreno legítimo e promissor, mas é apenas o primeiro degrau de uma escada longa. A história da oncologia tem muitas moléculas que brilharam na placa de Petri e não se confirmaram no corpo humano.

Existe também um motivo prático para esse silêncio clínico. Ensaios de fase II e III custam dezenas de milhões de dólares, e moléculas de origem vegetal como o metil jasmonato são difíceis de patentear com exclusividade. Sem uma patente forte, é raro que uma farmacêutica financie o tipo de estudo grande e caro que a molécula precisaria para avançar. Isso não prova nem desmente a eficácia do metil jasmonato — apenas explica, em parte, por que uma descoberta de 2002 continua parada em um único estudo-piloto de 2011.

Jasmim cura o câncer? Ponto a ponto, o que é exagero

Afirmação da postagem Veredito O que a ciência mostra
“Cura o câncer” Exagero grave Não há cura comprovada em humanos. Os dados existentes são pré-clínicos.
“1962: molécula que mata leucemia” Confusão de datas 1962 foi a descoberta na perfumaria. O achado anticâncer é de 2002.
“Maior concentração de metil jasmonato entre todas as plantas” Impreciso O metil jasmonato é minoritário no absoluto (0,3–0,8%) e comum em muitos vegetais.
“Bloqueia a via mTOR” Impreciso O alvo principal descrito na literatura é a hexoquinase 2 e o metabolismo mitocondrial.
“Treze tipos de câncer, sem tocar células saudáveis” Pré-clínico, superdimensionado Seletividade vista in vitro; há inclusive alerta na literatura sobre efeitos em células normais.
“Nature Cell Biology confirmou” Atribuição não verificada Os estudos centrais estão publicados em International Journal of Cell Biology, Phytochemistry e European Review for Medical and Pharmacological Sciences.
“Não substitui tratamento médico” (texto miúdo) Verdade — a mais importante É a única frase da postagem que um oncologista assinaria sem ressalvas.

O item da seletividade é o centro do mito. A ideia de “atacar só a célula doente” tem suporte experimental. Mas a própria literatura sobre o tema já registrou alertas sobre a necessidade de estudar melhor os efeitos do metil jasmonato em tecidos normais antes de qualquer uso clínico mais amplo. A promessa de toxicidade zero é otimismo de legenda, não consenso científico.

Como o metil jasmonato se compara a outros compostos naturais anticâncer

A pergunta mais honesta é: comparado a outras substâncias naturais, o metil jasmonato se destaca? A resposta surpreende quem só conhece a postagem viral: não, ele está muito atrás. E não por falta de moléculas vegetais poderosas contra o câncer — pelo contrário. A natureza já entregou à oncologia armas reais, aprovadas, que salvam vidas todos os dias. O metil jasmonato ainda não é uma delas.

Os alcaloides que já são quimioterapia de verdade

Cerca de metade dos medicamentos anticâncer aprovados no mundo é produto natural ou derivado direto de um (PAN; CHAI; KINGHORN, 2010). Quatro classes lideram, todas em uso clínico consolidado:

  1. Alcaloides da vinca (vincristina, vimblastina, vinorelbina), extraídos da pervinca-de-madagascar. Em uso desde os anos 1960, são pilares no tratamento de leucemias, linfomas e câncer de testículo.
  2. Taxanos (paclitaxel, docetaxel), do teixo-do-pacífico. Desorganizam os microtúbulos que a célula usa para se dividir, e tratam câncer de mama, ovário, pulmão e melanoma.
  3. Derivados da camptotecina (irinotecano, topotecano), da árvore chinesa Camptotheca acuminata, usados em câncer colorretal, de ovário e de pulmão.
  4. Epipodofilotoxinas (etoposídeo, teniposídeo), derivadas da mandrágora americana, empregadas em pulmão, testículo, linfomas e leucemias.

Essas moléculas não foram testadas em treze tipos de câncer numa placa: foram validadas em milhares de pacientes, em ensaios randomizados, ao longo de mais de meio século. É a diferença entre uma promessa e uma prova.

Curcumina e EGCG: muito estudo, resultado ainda modesto

A curcumina, do açafrão-da-terra, é talvez o composto natural mais estudado da história em oncologia. Uma revisão sistemática publicada em 2024 reuniu 34 ensaios clínicos randomizados com 2.580 pacientes (GUTSCHE; DÖRFLER; HÜBNER, 2024). Mesmo assim, a conclusão foi cautelosa: por causa da baixa biodisponibilidade da curcumina, um problema documentado em análises críticas dedicadas ao tema (KHOSRAVI; SEIFERT, 2024), não foi possível demonstrar um efeito consistente sobre o próprio câncer, e o benefício mais claro apareceu no alívio de sintomas do tratamento, como mucosite e perda de peso.

A EGCG, catequina majoritária do chá-verde e estudada por seus mecanismos antioxidantes e pró-apoptóticos em células tumorais (SUGANUMA et al., 2016), tem uma trajetória parecida — e um desfecho recente que vale registrar. Um estudo-piloto japonês de 2008 relatou que o extrato de chá-verde reduziu em 51,6% a recorrência de adenomas colorretais após polipectomia (SHIMIZU et al., 2008), mas sem grupo placebo. Anos depois, o ensaio alemão MIRACLE testou a mesma hipótese com placebo, em mais de 600 pacientes acompanhados por três anos, e não encontrou diferença estatisticamente significativa entre os grupos (SEUFFERLEIN et al., 2022).

Repare no contraste: mesmo compostos com centenas de ensaios em humanos, como a curcumina, e com um grande ensaio randomizado e controlado por placebo, como a EGCG, ainda geram resultados modestos ou inconclusivos. O metil jasmonato, com um único estudo-piloto de oito pacientes na pele, é apresentado nas redes como cura. Essa desproporção entre evidência e entusiasmo é o verdadeiro tema desta conversa.

Perguntas frequentes sobre o jasmim e o câncer

O óleo essencial de jasmim é perigoso para quem está em tratamento contra o câncer?

Não há evidência de que o uso aromático ou cutâneo, diluído, do óleo absoluto de jasmim seja perigoso para pacientes oncológicos. Estudos de toxicologia com o metil jasmonato isolado apontam uma margem de segurança ampla para uso tópico e nenhuma irritação relevante em testes de sensibilização cutânea repetida (ALUKO et al., 2021). O risco real não está no óleo em si, mas em substituir consultas e tratamentos por ele. Quem está em tratamento deve conversar com a equipe médica antes de introduzir qualquer óleo essencial na rotina, inclusive por causa de possíveis interações com medicamentos.

Existe suplemento de metil jasmonato à venda para tomar contra o câncer?

Não como medicamento registrado. O metil jasmonato não é aprovado pela Anvisa, pela FDA ou pela EMA para uso terapêutico em humanos. Ele é usado principalmente na perfumaria e, em agricultura, como sinalizador para estimular a defesa das plantas — não existe uma formulação oral clínica validada para câncer.

Se os resultados de laboratório são tão bons, por que o metil jasmonato não virou remédio ainda?

Porque “bom em laboratório” e “pronto para uso em humanos” são etapas muito distantes. Faltam ensaios clínicos de fase II e III, faltam dados de segurança para uso sistêmico prolongado, e falta o interesse financeiro que normalmente sustenta esse tipo de pesquisa cara em moléculas naturais de baixa patenteabilidade, como já vimos. A ciência básica sobre o metil jasmonato é sólida; a translação para a clínica é que ainda engatinha.

Recebi essa mensagem de um parente ou amigo. O que eu respondo?

Não é preciso desmentir com dureza. A maioria das pessoas que compartilha esse tipo de post está com medo, não tentando enganar ninguém — muitas vezes é alguém torcendo por um amigo ou parente doente. Uma resposta gentil funciona melhor: reconhecer que o metil jasmonato é, sim, uma molécula real e estudada, e complementar com o que falta na postagem, como a ausência de estudos clínicos amplos em humanos. Encaminhar este texto, com as fontes citadas, costuma abrir mais espaço para conversa do que uma correção seca.

O veredito sobre o jasmim e o câncer

O metil jasmonato é uma molécula legítima de pesquisa. Sua capacidade de desprender a hexoquinase da mitocôndria e atacar o metabolismo da célula tumoral é real e documentada. Há ciência verdadeira ali, não charlatanismo.

Mas entre "molécula promissora em pesquisa pré-clínica" e "o jasmim cura o câncer" existe a distância que separa uma semente de uma floresta. O que foi provado em humanos é frágil: um estudo, oito pacientes, apenas na pele. O que foi prometido na internet é vasto e sem base. Quando o assunto é câncer, esse exagero não é inofensivo — ele pode levar alguém a adiar ou abandonar um tratamento que funciona, na esperança de um chá que não substitui nada.

Atenção: Este texto tem finalidade informativa e não substitui avaliação médica individualizada, especialmente em qualquer situação envolvendo diagnóstico ou tratamento oncológico.

A própria postagem, na letra miúda, já sabe disso: "o MeJA não substitui tratamento médico." É a frase mais honesta de todas — e a única que vale guardar.

Cheire o jasmim pela beleza que ele é. Use seu óleo pelo bem-estar que traz à pele e ao humor, incluindo os efeitos ansiolíticos já documentados para óleos essenciais florais, como é o caso do Óleo Absoluto de Jasmim-Real da Laszlo, extraído da mesma Jasminum officinale var. grandiflorum estudada nesses ensaios. Mas diante do câncer, confie na medicina que se deixou provar — inclusive naquela que, como os alcaloides da vinca e os taxanos, também nasceu de uma flor.

Se separar o que a ciência realmente mostra do que só é repetido em cadeia de WhatsApp é o tipo de coisa que te interessa, você vai gostar da minha aula gratuita de aromaterapia: o mesmo rigor que você viu neste texto, aplicado ao tema inteiro. Inscreva-se: fabianlaszlo.com/nova-era

Referências

ALUKO, O. M.; IROEGBU, J. D.; IJOMONE, O. M.; UMUKORO, S. Methyl jasmonate: behavioral and molecular implications in neurological disorders. Clinical Psychopharmacology and Neuroscience, v. 19, n. 2, p. 220-232, 2021. DOI: 10.9758/cpn.2021.19.2.220. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8077066/. Acesso em: 1 jul. 2026.

CESARI, I. M.; CARVALHO, E.; FIGUEIREDO RODRIGUES, M.; MENDONÇA, B. S.; AMÔEDO, N. D.; RUMJANEK, F. D. Methyl jasmonate: putative mechanisms of action on cancer cells cycle, metabolism, and apoptosis. International Journal of Cell Biology, v. 2014, art. 572097, 2014. DOI: 10.1155/2014/572097. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3933403/. Acesso em: 1 jul. 2026.

DEMOLE, E. The chemistry and creative legacy of methyl jasmonate and Hedione. Perfumer & Flavorist, 2011. Disponível em: https://www.perfumerflavorist.com/fragrance/ingredients/article/21859524/the-chemistry-and-creative-legacy-of-methyl-jasmonate-and-hedione. Acesso em: 1 jul. 2026.

FINGRUT, O.; FLESCHER, E. Plant stress hormones suppress the proliferation and induce apoptosis in human cancer cells. Leukemia, v. 16, p. 608-616, 2002. DOI: 10.1038/sj.leu.2402419. Disponível em: https://www.nature.com/articles/2402419. Acesso em: 1 jul. 2026.

FLESCHER, E. Methyl jasmonate: a plant stress hormone as an anti-cancer drug. Phytochemistry, v. 70, n. 13-14, p. 1600-1609, 2009. PMID: 19660769. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0031942209002416. Acesso em: 1 jul. 2026.

GUTSCHE, L. C.; DÖRFLER, J.; HÜBNER, J. Curcumin as a complementary treatment in oncological therapy: a systematic review. European Journal of Clinical Pharmacology, v. 81, p. 1-33, 2024. DOI: 10.1007/s00228-024-03764-9. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11695395/. Acesso em: 1 jul. 2026.

KHOSRAVI, M. A.; SEIFERT, R. Clinical trials on curcumin in relation to its bioavailability and effect on malignant diseases: critical analysis. Naunyn-Schmiedeberg's Archives of Pharmacology, v. 397, n. 5, p. 3477-3491, 2024. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC11074217/. Acesso em: 1 jul. 2026.

PALMIERI, B.; IANNITTI, T.; CAPONE, S.; FLESCHER, E. A preliminary study of the local treatment of preneoplastic and malignant skin lesions using methyl jasmonate. European Review for Medical and Pharmacological Sciences, v. 15, n. 3, p. 333-336, 2011. PMID: 21528781. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/21528781/. Acesso em: 1 jul. 2026.

PAN, L.; CHAI, H.; KINGHORN, A. D. The continuing search for antitumor agents from higher plants. Phytochemistry Letters, v. 3, n. 1, p. 1-8, 2010. DOI: 10.1016/j.phytol.2009.11.005. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC2836022/. Acesso em: 1 jul. 2026.

SEUFFERLEIN, T. et al. Green tea extract to prevent colorectal adenomas, results of a randomized, placebo-controlled clinical trial. The American Journal of Gastroenterology, v. 117, n. 6, p. 884-894, 2022. DOI: 10.14309/ajg.0000000000001706. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35213393/. Acesso em: 1 jul. 2026.

SHIMIZU, M. et al. Green tea extracts for the prevention of metachronous colorectal adenomas: a pilot study. Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention, v. 17, n. 11, p. 3020-3025, 2008. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11824015/. Acesso em: 1 jul. 2026.

SUGANUMA, M. et al. Biophysical approach to mechanisms of cancer prevention and treatment with green tea catechins. Molecules, v. 21, n. 11, art. 1566, 2016. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6273158/. Acesso em: 1 jul. 2026.

ZHANG, M.; ZHANG, L. Methyl jasmonate and its potential in cancer therapy. Plant Signaling & Behavior, v. 10, n. 9, art. e1062199, 2015. DOI: 10.1080/15592324.2015.1062199. Disponível em: https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/15592324.2015.1062199. Acesso em: 1 jul. 2026.

Estudos indexados sobre metil jasmonato e câncer: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/?term=methyl+jasmonate+cancer&size=200

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CEO do Grupo Laszlo, possui mais de 25 anos de trabalho e pesquisa com fitoquímica e óleos essenciais. É editor chefe da Editora Laszlo, especializada em livros de aromaterapia, cannabis medicinal e saúde. Foi responsável, junto à Coordenação das PNPICS no Ministério da Saúde, pela inclusão da Aromaterapia no SUS e pela criação do Dia Nacional da Aromaterapia e Aromatologia, instituído no calendário federal anual no dia 19 de dezembro, data de nascimento de Gattefossé.

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Sobre a Laszlo

Fábián László

CEO Grupo LASZLO

Possui mais de 20 anos de trabalho e pesquisa com óleos essenciais e terapias complementares e integrativas (homeopatia, reiki, fitoterapia, etc), anos estes pelos quais viajou todo o Brasil ministrando cursos e formando milhares de aromatólogos e aromaterapeutas.

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